terça-feira, 28 de maio de 2013

Célio celestial


Pungentemente anticlerical
Deficientemente normal
Essencialmente gente
Na fala
Seu grito de liberdade e revolta
Comendo bucetas , têtas e livros
Canibal da arte
Animal de Freud
Divino Nietzsche
Demoníaco Jesus
Menino Célio
Homem 
De palavras e ações
Seus gestos de luz é poesia
Sua dor por justiça
Que rima com sina
Na filosofia escondida em cada esquina
Orgulho de ser em vão
Poeta do tempo
Que traz na vida
O desejo
O ensejo
De poeta contemporâneo. 


-MIGUEL VIEIRA

quinta-feira, 23 de maio de 2013

M A R C H A S



EU NAO APREC!O ESSAS TA!S MARCHAS CONTEMPORANEAS.

MARCHAS DA MACONHA... MARCHA DA FAM!L!A...
MARCHA DAS VAD!AS... MARCHA DA PARADA GAY...
MARCHA P/ CR!STO ETC Y TAL....

ACHO-AS !NGENUAS,  QUANDO NAO... 
CARNAVAL!ZANTES EM SENT!DO BANAL !
DENTRO DO NOSSO PROPR!O PUS-MODERN!SMO.

RESPE!TO AOS AM!GOS Y OS NAO AM!GOS Q AS FAZEM
POREM D!GO Q CASO ELES OPTAREM POR FAZER ALGO
COERENTE, SUG!RO Q ELES !M!TEM OS !ND!OS QUANDO
ESTES !NVADEM  CAMARA, SENADO OU ATE A CASA DO
KARALHO DA MAE JOANA DA REPULBR!CA FEDERAT!VA
DOS  ESTADOS  DESUN!DOS  DO   PA!S   B R A S ! L    ! ! !

Q RE!V!ND!QUEM... RE!V!ND!QUEM Y RE!V!D!QUEM 
ATE CONCEGU!REM SOLUC!ONAREM COM SEUS PROBLEMAS.

-PO!S QUANDO ESTOU DE BOBE!RA
 PELAS RUAS FEDORETAS Y !MUNDAS
 DO HELLC!FE-C!TY... Y TAL MARCHA
ATRAPALHA COM A M!NHA CONTEMPLAÇAO
EU ENTAO PLAGE!O CANT!KARMENTE AQUELA
VELHA CANÇAO DE DOM!N!O POPULAR !NFANT!L:

"MARCHA SOLDADO
KBÇA DE PAPEL
SE NAO MARCHARES
D ! R E ! T O
VA!S SERES
PRESO NO
C O T E L  !!!"   


-c.p.b.p.jr:
(O POETA-MATUTO-MARG!NAL !!!)
XXIII/V/MMXIII

terça-feira, 21 de maio de 2013

Lançar-se ao mundo





CUSPIDA
ESCARRADA
NUA
SEM
NADA
POREM
COM TUDO
.

SEM NADA
NUA CUSP!DA
ECARRADA
D!SCARADA
D!SPARADA
!N UMA BELA CHUVA
D O U R A D A
!
!
!

-VIRGÍNIA ALME!DA
-c.p.b.p.jr:
XXI/V/MMXIII

pensamento



"
ACASO 
NUS 
L!VRA 
DO 
D!SCASO
"


-c.p.b.p.jr:
(O POETA-MATUTO-MARG!NAL !!!)

quarta-feira, 8 de maio de 2013

As'as p/ Ícaro


video

Vou-me por aí
Trilhando caminhos, meus caminho
Me auto-plágio-combinando
Vivendo ao contrário do tempo
Pensando... passando...
Vou-me por aí
Criança louca perdida no mundo
Jogando cartas numa mesa qualquer
Bebendo... esperando...
Olhando o tempo passar
Passando... passando em nossos
Pensamentos.


PENSAMENTOS Q ARDEM
PENSAMENTOS Q VAGUE!AM
POR M!M
POR F!M
POR  A!
NU FR!O VAD!O
ME DEPARO VAZ!O
NU DEGELO D'AMPL!DAO
.

duro é amaR

saber que amar É
mais do que sexO
no sexO
amar é sentir  o outrO
na mentE
sementE
do viveR
eternecer o que sejA
sofreR
por quereR
sexo por sexO
é só o climaX
do corpo na mentE
dormentE
do sentiR
sem ti !

JA Q SOL BRAS!LE!RO
Y A DOR
!NVADEM!M
DERREPENTEMENTE
O PLANTO ENORME
DO MEU REPENTE. . . 
DE SOL A SOL
DESÇO-ME VAD!O
POR C!MA DAS TUAS
NUAS CURVAS
DE CHUVA A CHUVA
CHORO 1 CHORO
SEM F!M
DE FEL!C!DADE
ETER SER
AQUELE TAL BELO
ETERNO CARNAVAL
Y A! Q SARDADE
RETADA
Q QUEBRADA
DA R!BE!RA
Q QUEBRANTO DE RE!ZADO
QUARTAS FE!RAS
"!NGRATAS"
VENS Y DEMORES A CHEGAR. . . .

Ver, olhar, o mundo em si,
Desmoronar num rap, num frevo,
Num verso a procura de um samba
num verso a procura da poesia nossa
                            [de cada dia-a-dia.

Ver, olhar 
O Futuro chegar e nos calar
Ver, olhar, nossa terra
Cegar e ao mesmo tempo silenciar.

O VERSO E L!VRE
A V!DA !M!TA O V!DEO
O V!DEOTAPE E 1 TAPA DE ANTE-MAO
E 1 TAMPA-V!SAO
A V!DA NAO E BELA SEMPRE
AS VEZES A MAQU!AGEM
E K!LOMBAMAN!A
QU!XOTESCAMENTE PESADA
PREGO O VERSO AO SEXO
DO DESARMAMENTO
DE ANTEMAO
TE VEJO SORR!NDO EM + 1 D!A DE DOM!NGO
Y !SSO ME LEMBRA
UMA CANÇAO. . .
V!DA CANÇAO
VEJA ESSA CANÇAO
BEBA ESSA CANÇAO
POS-NOS
V!DA-!MAG!NAÇAO
!
!
!

imagem e açãO
se perdeM
nA
navegaçãO
nave negaçãO
do seR
sem quereR
querendo, sofrendO
na escuridãO
da vidA
em vidA
negação.

A NAU-NAUFRAGANDO
NA PALMA DA MAO
A MESMA MAO
POSTA AO LADO DA MESA
ALUC!NAÇAO
MAO NA MASSA
MASSA DO PAO
MESA MAO
MESMA-MAO
Q DA-A-BENÇAO
Q T! AFAGA COMPREENÇAO
.

.
.
.
PERDAO
.
.
.

PE
PERDER
DAO

AÇAO

A DANÇA
Q ESPALHA O CONCRETO
FORNESCE AO FORNO O !NCEND!O
!NCENDE!AM A C!DADE O VERSO C!DADAO
!
!
!

Tudo isso só é possível
Porque estamos todos aqui
& preferimos isso aqui
A escolher outras coisas
Tudo isso é possível
Porque podemos escolher outras coisas
Dentre tantas outras coisas
Estarmos todos aqui
Estarmos todos aqui e ainda assim
Podermos sonhar
& queremos sonhar
Continuar a andar nesse chão
Rastejar por essas terras
De vinhetas e vitrolas
Cumprindo um destino que
A nada se destina
Apenas continua
Sim... apenas continua
Em cada rosto
O resto, o gesto de que
                     [ já partiu
Saiu de cena para depois voltar
Triunfar... sem se quer acordar.

se estamos aquI
algo terá por viR
se sentindo foR
saberá, saberemoS
nada vale a vidA
na vidA
se não for nO
sentiR
sentir a ti  mesmO
não estaremos aquI
falta o que ?
é só viveR
ver com a mentE
sentir com os olhoS
no lá, lamentO
do sentir que seM
sentir É
eter (na) mente. 

VEJO V!R NO GALOPE DO TEMPO
+ 1 AMBULANTE NAC!ONAL 
POR A! PELAS RUAS Q ANDE!
ASAS DE !CAROS POR 1 F!M
.



-J. MARCELO BARBOSA
-EDIMILSON CELSON
-c.p.b.p.jr:




sexta-feira, 3 de maio de 2013

MESA DE GLOSA


Busco o fundo do oceano
O que posso encontrar
Depois de a água escoar
Cavalgar em galope pro dentro do Mar.

Por cima passa um bico tucano
Linda ave no céu a bailar
Contudo, canto o santo absurdo
Sou falo galope corrente do Ar.

SOL DE FATO GALOPE RASANTE
NASAS DO VENTO GALOPE DO TEMPO
SORTUDO CANT!CO NOCTURNO !NMUDO
POR BA!XO DAS CATARATAS DOSEUS A!S
.

PULO SEGURO POR FORA DA NO!TE ATROZ
DEVO APAGAR A LUZ D'ALGUM S O L A R
P/  ME PERDER  AO  ME  REENCONTRAR
O FUNDO DO POÇO JA NAO E PROFUNDO
AB!SMO   ENTRE   M!M   Y   O   S!M
.

no fundo do maR
tem um reino abissaL
chão de areia limpA
Natureza fez iguaL
adentro, adentrando; tem muito maiS
tem Sereia cantandO
& soldado animaL
todo segundo e sol vespertinO
& o rei é meninO
tridente e cachimbO.

V! D!A DESSES DOM!NGO
SEU JORGE MONTADO
EM 1 JUMENTO
PULANDO SERCADENTRO
NUMA TELA SEM V!ZAO
V! HJ JA ERA ONTEM
DENTRO D'M L!QU!D!F!CADOR
HOUTRORA FORA FUTURO
NUM JARD!M ELETR!CO
OU NA FUMAÇA-PER!GO
CONCLAVE !NTERROMP!DO
.

Não entendo o que é pedaço mudo
Ou olho de cego vendo catulo
Maria desceu e cedeu ao diabo
O fruto do ventre vem do pecado
& peco desce lado do mundo
Errando e rompendo os gostos do tempo
& sigo o que me vem ao fluxo
Cavalo de letras papel demiurgo
Fluxo em riso canção de Sal.

CANÇAO DO SOL
ABO!OS  P/  A LUA
VOU FAZER UMA SONATA ESTRELADA
DEPO!S PASSARE! LA NA PRAÇA
[DO MERCADO
TOMARE! CACHAÇA COM SARAPATEL 
Y MAO DE VACA EM SEU B!U
OUV!NDO A EMBOLADA
DE BEM-TE-V! Y PASSAR!NHO
DEPO!S V!S!TO O COMODORO
Y VEJO VC PASSAR
TODAN!L A REBOLAR
.
.
.

pois angico eu visitO
outro  pedaço agora de  mundO
em canto encontro os meninO
aqueles de pés cabeludO
&  passolargo seguindo tudO
TOM BOMBADIL tem parte palhaçO
é fruta D'ouro neste vestidO.

EM POEMAS Y CANTOS
JA REC!TE! NOSSA SENHORA DO K.A.
NU BEBENDO POES!A
JA F!LOSOFE! SOBRE O PE!DO DE J. BORGES
NU F!LOSOF!A, POES!A Y V!NHO
JA DEGUSTE! BELAS ARTES
VERSOS Y V!C!OS 
SUE, CACOS Y CAOS
JA FU! DA L!GA POUCO !MPORTA
Y DA CASA DA ESQU!NA PASSE!
POR ANARQU!LOPOLES 
Y TR!LHO BEM O DESAF!O
!
!
!

Pois vou dizer de onde vim
É da terra que eu nasci
Cresce entre as ostras da vargem
O que foi lanço pra catrevagem
Passei e tenho minha adega vazia
& os letrados pagam pau pra mim
Nasci e sou assim
Venho da terra do céu em clarim
Me dispeço da culpa e escrever Assim.


-O PRÍNCIPE DE SANTO ANTÃO
-c.p.b.p.jr: